sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pomodori: Primeiras Impressões

Esta resenha é breve, mas a visita ao Pomodori não poderia deixar de ser relatada. O Pomodori, do chef Jefferson Rueda, há tempos figura nos guias como um dos melhores restaurantes italianos de São Paulo.
Ambiente sóbrio, elegante, serviço bastante atencioso.
O antepasto, composto por pão italiano, torradas, fatias de uma boa mortadela e uma mistura de beringela, abobrinha, tomate e cebola roxa, com um leve sabor tostado, de grelhado, estava ótimo.
Pedimos ao garçom um Montes Alpha Cabernet Sauvignon, em meia garrafa. A sommelière, muito atenciosa, nos informou que havia acabado o Montes Alpha Cabernet Sauvignon em meia garrafa mas que ela abriria uma garrafa de 750 ml e decantaria meia garrafa para nós.
Apesar das atrativas opções do almoço executivo, a escolha foi um risoto de cogumelo porcini, acompanhado de vitela à milanesa.
O ponto do risoto estava perfeito. Saborosíssimo, cozido num caldo ótimo, adornado com uma mini cenoura, uma vagem e salsinha crespa. As ervas usadas no risoto estavam fresquíssimas e compunham muito bem com o prato, digno de nota.
A vitela estava sensacional, um único porém, talvez a milanesa pudesse estar um pouco mais seca, nada que chegasse perto de comprometer o prato.
Outro detalhe interessante, o café expresso bem tirado, muito bom, finalizou a refeição perfeitamente.
Primeiras impressões porque, tendo em vista o cardápio, outra visita em breve e com mais vagar certamente será feita.

Pomodori
Avenida Dr. Renato Paes de Barros, n. 524
Itam-bibi.
Tel: (11) 3168-3123
http://www.pomodori.com.br/

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Escargots à Provençal

Ingredientes: uma lata de escargots de 400g, três dentes de alho, 25g de manteiga, alguns aspargos frescos, alguns cogumelos eringui, azeite de oliva, pimenta do reino preta moída na hora, vinho branco seco (maios menos 500 ml) e salsinha, ponta de aspargos frescos. Para decorar (e comer, só usamos decorações para comer), flores, amor perfeito e nastúrcia.
Derreta a manteiga em fogo médio, acrescente um pouco de azeite. Acrescente os 3 dentes de alho picados, mexa bem, frite por alguns segundos, sem deixar dourar, somente até o alho liberar o aroma. Acrescente os escargots e os cogumelos, salteie e acrescente o vinho branco. Deixe ferver por cinco minutos. Nos dois últimos minutos acrescente os aspargos. Corrija o sal (os escargots enlatados são conservados em líquido salgado), acrescente a pimenta do reino. Desligue, coloque a salsinha picada grosseiramente, mexa bem, monte o prato e sirva.



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Gastronomia Peruana

Em homenagem à independência do Peru, comemorada no dia 28/07, e aproveitando a chegada da cozinha peruana/andina à São Paulo, com pelo menos três novos restaurantes, em breve O Gourmet Incidental publicará uma reportagem especial da nossa enviada especial ao Peru, incluindo uma passagem pelo famoso Astrid & Gastón.

Tilápia assada com cebola e segurelha, quiabos tostados e espaguete de pupunha com champignon


Tilápia assada (marinada no limão siciliano, vinho branco, pimenta do reino, aji amarillo) com cebola e segurelha, quiabos tostados e espaguete de pupunha com champignon.

domingo, 3 de maio de 2009

Kinoshita

Reportagem especial do mês de abril do blog, a tão aguardada visita ao novo Kinoshita, na Vila Nova Conceição. Este blog já havia ido algumas vezes ao Kinoshita quando ele ainda ficava na Liberdade, na Rua da Glória, e naquela época já o tínhamos, assim como muitos, como um dos melhores - e de preço mais salgado, acresça-se - restaurantes japoneses de São Paulo.
A ambientação tradicional, as "palestras" do Murakami, a atenção dada aos ingredientes orgânicos, o frescor dos ingredientes, o malabarismo para a entrega do temaki, que deve ser comido logo pois, como alegava o Murakami, a alga dele era a mais crocante da vizinhança.
Assim, tamanha foi a decepção num dia que já vai longínquo quando este blog se dirigiu rumo ao Kinoshita e deu com a cara na porta. Como um restaurante tão bom cerra as portas assim do dia para a noite?
Algum tempo depois viemos a descobrir: o Kinoshita fechou, o Murakami tinha ido ao Japão e o restaurante reabriria na Vila Nova Conceição, onde seria exercida a culinária Kappo, a alta gastronomia japonesa.
Assim, não era pequena a ansiedade para conhecer o novo Kinoshita. As resenhas, na sua maioria favoráveis, o súbito epíteto de Melhor Japonês de São Paulo, um certo medo de que aquilo que o tornava único na Liberdade não conseguisse ser transposto para um lugar que, de certa maneira, é do Bairro Japonês o oposto. Sobriedade, ostentação. Tradição, modernidade. Passaria o Kinoshita incólume a essa transição?
Pois bem, havia chegado a hora, a ansiedade era grande e para lá rumou O Gourmet Incidental, acompanhado de dois fiéis amigos, grandes entusiastas da culinária japonesa.
O serviço é atenciosíssimo - por vezes até demais, como adiante explicaremos -, desde a hora da reserva, passando pela salva de "Irashaimases" até a despedida. Recebidos pela brigada, a reserva estava feita marcada para 21h, adiantamo-nos 15 minutos, então resolvemos conhecer o bar antes do banquete. O bar - assim como o restaurante, é muito bonito, imponente, e de lá saíram corretíssimos dry martinis e bloody marys.
Rumo a mesa, entoa Murakami: "E aí, prontos para se emocionarem?"
Estávamos. Escolhemos o menu de degustação composto por nove pratos (R$ 290,00). Há também opções de menu de degustação de sete ou cinco pratos, além, claro, do serviço a la carte.
Para começar, enquanto o saquê era escolhido, veio o couvert, beringela recheada de kobe beef, empanada em farinha japonesa. As fotos não estão adequadas, em breve este blog solucionará os problemas técnicos de fotografia, mas achamos melhor publicá-las com a resenha.


O Kinoshita conta com uma carta com mais ou menos quinze saquês, todos japoneses.

Primeiro prato, o Hamaguri, um marisco japonês, com manteiga trufada e ovas de salmão. Delicioso, com uma textura levemente mais firme do que o vôngole.

Segundo prato, uma taça, para ser bebida, com uma ostra fresca, ovas de salmão, ovas de ouriço do mar e uma gema de ovo de codorna crua. Sensacional, talvez o melhor prato da noite.
Terceiro prato, o Trio de Frutos do Mar ao Creme de Missô, vieira com a ova, polvo e camarão. O creme de missô é enriquecido com mascarpone e acompanhado de um pequeno de aspargo fresco. O prato não surpreendeu.

Quarto prato, atum selado com foie gras. Depois da leve decepção com o trio de frutos do mar, as expectativas voltaram a subir muito, graças a esse atum e ao ponto perfeito de cozimento do foie gras.

Outro aspecto interessante a ressaltar no Kinoshita é o extremo cuidado na apresentação dos pratos e a impressionante linha de montagem situada atrás do balcão. Uma brigada grande de cozinheiros desempenhando diversas funções e os pratos finalizados um a um, cuidadosamente.
Quinto prato, o camarão empanado em farinha japonesa acompanhado de um molho de maçã verde e de uma mostarda japonesa chamada Karashi. Muito bom.

Infelizmente, talvez motivados pela segunda garrafa de saquê, não obtivemos a foto do sexto serviço, os sashimis. Segundo nos informaram, há dois tipos de shoyu, feitos no próprio restaurante e orgânicos. Foram servidas fatias de atum (o normal, não o toro), salmão e robalo. Os peixes estavam fresquíssimos, o corte perfeito. Solicitamos a raiz forte fresca (não só a pasta verde, são inclusive vegetais diferentes), fomos prontamente atendidos.
Entretanto, tivemos aqui uma decepção. A ansiedade em provar as iguarias era alta, mas, de todos os sashimis diferenciados constantes do cardápio, no menu de degustação somente foram servidos os "ordinários" salmão, atum e robalo.
Sétimo prato, os sushis. Murakami vem à mesa nos explicar a qualidade do arroz, a delicadeza do sushi, e nos sugere sejam os sushis degustados com a mão, para que possamos molhar o peixe no shoyu sem que ele se quebre.
Realmente o arroz é um diferencial importante. Ele é leve, delicado, e forma um todo coeso com sua cobertura, como se uma coisa só fossem. Foram servidos sushis de atum, salmão, robalo, omelete com ovas de bacalhau apimentadas e viera. Apesar da não grande variedade, como no caso dos sashimis, estávam ótimos.

Por fim, o oitavo prato, o kobe beef, de gado wagyu 100% nacional, acompanhado de molho ponzu e nabo e pimenta ralados. Delicioso, a gordura entremeada na carne, que derretia na boca.

Por fim, as sobremesas. A primeira, um sorvete de chá verde acompanhado de um doce de arroz recheado com chocolate.
A segunda, da qual também não obtivemos foto, era uma lichia recheada com ganache de chocolate branco, acompanhada de um bolo de chocolate com castanhas-do-pará, feito sem farinha. As sobremesas foram corretas mas não surpreendentes.

Estava conhecido o Kinoshita. Durante o jantar o Murakami passou mais algumas vezes pela mesa, falou conosco com seu jeito que já foi incorporado à mítica do lugar. "E aí, estão gostando? Mudamos de roupa mas é a mesma merda!".
Pois bem, o lugar vale a visita, e certamente está entre os três melhores restaurantes japoneses de São Paulo, quiçá o primeiro na Kappo Cuisine. O jantar vale o preço? Talvez não, deixemos que cada um decida.
Pontos altos, o arroz do sushi, a taça com ovas, o atum selado com foie gras, a qualidade dos molhos de soja.
Pontos baixos? Sim, em todo lugar há de haver.
O primeiro deles, algumas vezes o serviço é atencioso além da conta, e um dos mâitres, o que nos apresentava os pratos, exagerava no "Senhores, agora vocês vão se emocionar!", emulando o chef, além de proferir diversos "meu deus" e onomatopéias como "zzzzzzzzzssssssssssss" e "huuuuuuuuuuuuum", o que às vezes é um pouco constrangedor. A culinária de Murakami é séria, cuidadosa e inventiva, fala por si só. Não necessita ser tão adjetivada.
Outro deles, o couvert é cobrado, mesmo sendo um menu de degustação de novo pratos. Seria melhor embutir no preço.
Por fim, logo no começo do serviço, antes de oferecer-se o cardápio, é oferecido um menu de degustação acompanhado da champagne Klugg, com preços em torno de R$ 600,00, meia garrafa, e R$ 1.000,00, a garrafa inteira. Alguns comensais mais endinherados - outros mais apressados - em ambos os casos sempre acompanhados de belas moças, acabam aceitando degustar os sushis com a champagne. Seria mais delicado oferecer primeiro o cardápio, depois os menus de degustação e por fim o menu de degustação acompanhado da champagne.
O Gourmet Incidental voltará ao Kinoshita em breve, para provar algumas iguarias do cardápio nem sempre fáceis de encontrar por aí mas que não saem da cabeça, como por exemplo o shishamo, o peixe ovado.
Esses pontos baixos não tiram os méritos do premiado restaurante, ao qual a visita é um evento único.


Kinoshita
Rua Jacques Félix, 405.
Vila Nova Conceição
Telefone (11) 3849-6940
http://www.restaurantekinoshita.com.br/


terça-feira, 28 de abril de 2009

Moqueca Casual




Moqueca Casual

terça-feira, 10 de março de 2009

Restaurant Week: Eñe

Ótimo restaurante, entretanto, impossível fazer reserva, o telefone está sempre na caixa postal.
As tentativas foram muitas e reiteradas.

Restaurant Week: Dolce Villa

Tentou-se a reserva hoje, o restaurante está participando só no almoço.
Entretanto, as reservas estão esgotadas até o final da Restaurant Week.

Restaurant Week: Picchi

Entrada, polenta com creme de gorgonzola. A polenta, de consistência mais firme, estava boa, e o creme de gorgonzola estava bom, suave mas presente , sem esconder o sabor da polenta. Entretanto, a entrada estava entre morna e fria. Na temperatura ideal seria ótima. Mudando de assunto, o atendimento foi ótimo, exceto por um pequeno deslize. O couvert (pão, manteiga, alho assado, foi pedido, e quando foi ser substituído, foi recusado. Entretanto, o garçom tirou da mesa o couvert que ainda havia, com algumas fatias de pão, metade da manteiga e metade do alho ainda presentes).








Prato principal, um penne arrabiata. Bem executado, na temperatura certa, um efetivo penne arrabiata, a pimenta se fez presente, bem servido (muitas críticas da Restaurant Week eram sobre a porção ínfima dos pratos). Entretanto, alguns pennes vieram rachados, excesso de cozimento ou o "requentar". Apesar disso, estavam saborosos.








De sobremesa, pudim de pão com calda de chocolate. Sem surpresas, um toque de limão.





Restaurant Week: Picchi